A eficiência de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) ou de qualquer estrutura securitizada não é medida exclusivamente pela taxa de retorno nominal dos títulos que compõem o seu portfólio. Na rotina de gestão de recursos, a velocidade com que os pagamentos efetuados pelos devedores (sacados) são liquidados, identificados e reaplicados na carteira exerce um impacto direto no desempenho final do veículo de investimento. O atraso ou a ineficiência na conciliação dos fluxos financeiros gera um fenômeno conhecido no mercado como cash drag, a retenção indesejada de recursos parados em caixa sem rendimento, prejudicando a rentabilidade do fundo. Para solucionar essa fricção, a ID CTVM integrou de forma nativa serviços bancários à sua infraestrutura fiduciária.
A gestão tradicional de cobranças de um FIDC envolvia a troca de arquivos de remessa e retorno entre bancos comerciais externos, a administradora fiduciária e a custódia do fundo. Esse trânsito descentralizado de informações frequentemente resultava em divergências na identificação de boletos pagos, atrasos na baixa de recebíveis e necessidade de intervenções manuais para reconciliar os saldos bancários com a posição da controladoria do fundo.
Em carteiras pulverizadas que recebem milhares de liquidações diárias, esse modelo representava um gargalo operacional relevante e aumentava o risco de erros de apuração.
A revolução da conta de pagamentos nativa e da automação via APIs
A aprovação da ID CTVM pelo Banco Central como a primeira corretora de títulos e valores mobiliários habilitada a operar com contas de pagamento integradas transformou esse cenário operacional. Ao permitir que o fundo de investimento mantenha suas contas operacionais, contas escrow e estruturas de arrecadação diretamente dentro da mesma plataforma tecnológica responsável pela sua custódia e controladoria, a ID eliminou a intermediação desnecessária e automatizou todo o ciclo de liquidação.
Por meio de soluções de Bank-as-a-Service (BaaS) acessíveis via APIs, os pagamentos realizados por Pix, boletos bancários ou liquidações via TED são reconhecidos instantaneamente pelo sistema de controladoria da ID CTVM. A reconciliação bancária ocorre em tempo real de forma 100% automatizada: o título é baixado do ativo do fundo e o recurso torna-se imediatamente disponível para o gestor realizar novas aquisições de recebíveis ou honrar resgates de cotistas, eliminando o efeito prejudicial do cash drag.
Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, reforça como a inteligência bancária integrada impulsiona os resultados das carteiras:
“A integração nativa dos serviços bancários à infraestrutura do fundo é uma das maiores inovações operacionais do mercado securitizado nos últimos anos. Quando eliminamos o tempo morto entre a liquidação da cobrança e o registro na controladoria, entregamos ganhos diretos de rentabilidade e eficiência para o fundo. Na ID CTVM, tratamos a conta operacional não como um acessório bancário, mas como parte integrante de um ecossistema fiduciário moderno, desenhado para zerar o cash drag e garantir total rastreabilidade transacional”
Escala operacional aliada à conformidade e controle de riscos
A utilização de soluções bancárias embarcadas no ecossistema de capitais beneficia tanto os gestores de recursos quanto as empresas originadoras e os próprios cotistas. A automação do fluxo financeiro garante que a movimentação dos recursos ocorra sob rígidas travas de segurança e em total alinhamento com as regras de segregação impostas pelo Banco Central e pela CVM..
Em um mercado altamente dinâmico e competitivo, a eliminação de fricções na liquidação de ativos confirma-se como uma exigência básica para garantir a máxima eficiência no financiamento da economia brasileira.
